Coronel do corpo fechado.
Afonso Granjeiro, dono de uma rede de ônibus intermunicipal, é conhecido como o coronel que manda no município de Redenção, Ceará. Segundo as más línguas, a sua família acumulou riqueza, roubando cargas por todo o interior do Ceará, envolvendo-se secundariamente, em extorsões e assassinatos. Nada provado até hoje.
Os tempos mudaram e a família Granjeiro continua poderosa na região, mesmo tendo concorrentes. A concorrência é de matar, literalmente. Isso só não preocupa o grande coronel, já que tais crimes são bem reduzidos, em comparação com o número de cadáveres encontrados em terrenos baldios, nos arredores da cidade. Geralmente, pessoas com extensa ficha criminal. Muitas quadrilhas de bandidos não se intimidam e tentam a sorte. Os mais ousados tentam assassinar os líderes da família, e há muito tempo tentam eliminá-lo. O dono da linha de ônibus "Via Segura" já sofreu diversos atentados e sobreviveu a todos. A última tentativa DEVERIA ter sido bem sucedida, porém quando o assassino estava frente a frente com o coronel, a arma bateu o catolé. O segundo disparo foi bem sucedido, mas acertou o jagunço que teve tempo hábil para se interpor na trajetória da bala. A cilada terminou com Granjeiro acertando o adversário com um tiro na cara, com uma arma própria que puxara da cintura. Dessa e outras histórias, surge a lenda de Afonso, corpo fechado.
Em uma sexta feira qualquer, pela manhã, entra em casa e beija a mulher.
- Cadê a Laurinha?
- Na escola. O almoço está pronto.
- Tá, volto já.
Vai até o quarto do casal, pega duas chaves atadas com uma fitinha de São Francisco vermelha que estavam escondidas, em uma telha falsa. Caminha até um outro cômodo, o quarto proibido, que só ele tem acesso, mais ninguém. Abre a porta, liga a luz que revela outra porta. Repete o mesmo processo, que revela um quarto desocupado, exceto por uma garrafa verde sobre uma escrivaninha. Dentro da garrafa, uma substância se movimenta livremente, tentando preencher todo aquele volume, sem sucesso. A cor fluía do preto para o marrom, depois ficava cinza, para em seguida apresentar um amalgama entre as três cores, desconfortável ao olho humano e voltava para o preto novamente. Um olho de esclerótica vermelho-violáceo com pupila amarela nasce dessa promiscuidade de cores para observar o seu mestre.
- Tu é danado mesmo, hein, diabinho. Hoje quase que vou para terra do pé junto. - Agradeço o milagre e não querendo abusar, mas sabe como é, né, preciso de mais um favor essa semana- E começa a alisar a garrafa na horizontal com a mão espalmada. - Vamos lá, diabinho, me diz aí, eu posso confiar no compadre Tadeu para cuidar das minhas contas da empresa? Acho que o fi duma quenga tá me roubando. Mato ou não mato?
O olho gira de um lado a outro, dançando pelo liquido vaporoso. Um olhar que se perde no tempo e no espaço, entre várias vidas, várias dimensões, várias possibilidades. Em agonia, a criatura focaliza, com expressão de agonia, uma resposta olho no olho. A parte que seria branca de um olho normal. pulsa vermelho sangue, vivo, cor de sangue.
A pergunta estava respondida com uma resposta que não resta dúvidas.
Uma aventura de terror moderno em que o grupo poderia caçar um vilão com fama de imortal. Descobrir a fonte de sua imortalidade seria o grande " X" da missão e sem descobrir esse segredo, seria impossível concluí-la.

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