Ladrão!
Ladrão!- Ecoa a voz em meio a multidão, transformando a feira em um ambiente caótico e ainda mais barulhento. A guarda local persegue entre as barracas, empurrando e sendo empurrados, o infrator. Do nada, as pessoas se afastam, abrindo uma área livre que no centro destaca-se a imagem de um humano triunfante pisando nas costas de um Halfling com as mãos amarradas para trás.
- Parados! Em nome do rei!
- De nada, cavalheiros. Faço isso em nome da ordem e da justiça! E a proposito, onde posso pegar a minha recompensa? O rei com certeza me recompensará bem.
- Recompensa? Saia daqui, você está atrapalhando o nosso serviço! Vá embora, antes que o prenda junto com esse larápio. - O pequenino é preso e jogado em uma cela escura.
Preso, alimenta o ódio por aquele que o prendeu. "Se não fosse por aquele intrometido". De onde surgiu? O desgraçado foi tão rápido que só percebi quando o meu peito colou no chão.
Enquanto pensava em vingança, escutou o som enferrujado da abertura de alguns cadeados. Esperava que o guarda lhe trouxesse alguma comida, mas em vez disso, inclinou-se sobre a cela para falar:
- Para o seu tamanho, você é bem lento, ladrãozinho.-
- Não humilha, parceiro. Já estou preso, o que você quer mais?
- Isso!
- Isso, o quê?-
- Quero um parceiro!- Te observei o dia todo, precisa melhorar, você é bom. Unindo nossas habilidades, poderemos assaltar o próprio rei dessa pocilga!- O Halfling tomou um susto e aguçou a vista sobre o estranho carcereiro.- Você! É Você! Você que me prendeu aqui! Ah, se eu tivesse uma funda...ei, espera. O que você está fazendo aqui? Como passou pelos guardas?
- Chamo-me Tedras, prazer. - E mostrou um molho de chaves entre os dedos. - Não se preocupe com os guardas. Tenho uma proposta a lhe fazer, algo mais vantajoso do que surrupiar feirantes durante o dia. - Abriu a cela e libertou o halfling. - Tome, entre nessa lona, vou te tirar daqui.
O halfling queixa-se, melindra, mas aceita a ajuda por não ter outra opção.
- Não teria sido mais simples ter me ajudado a fugir dos guardas para falar de negócios?
Enrolado na lona e já no ombro de Tedras, responde, sem saber se foi ouvido- Sim, mas aí nós teríamos perdido toda a diversão.

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