A taverna dos sonhos

Em uma taverna movimentada que fica à beira de um penhasco que se projeta como o chifre de uma bigorna muitos aventureiros comemoram. As canecas batem na mesa animadas pelos braços frenéticos que acompanham a melodia alegre dos bardos espalhados pelo local. Carne assada à vontade e cerveja ilimitada. Sim, ilimitada! Ela jorra de uma fonte de pedra acessível a todos. O taverneiro disse que começou em uma bela manhã, um milagre dos deuses! Vem gente de todos os cantos do continente provar a melhor bebida fermentada que a terra pode jorrar! Ele não priva ninguém de beber, mas controla o acesso ao banheiro por meio de uma fila para que não ocorra brigas.






Ao longe, um olhar nervoso, entre uns arbustos, observa a estranha fila de sonâmbulos arrastando-se para morte certa em um precipício em forma de bigorna. O estranho monólito que fica na beirada emite uma luz cinza repulsiva sempre que alguém cai. O buraco negro no centro parece sugar algo invisível enquanto a procissão suicida segue sem obstáculos. Quem os ajudará? Seria isso uma maldição? Tenho que fazer alguma coisa! Mas o quê? Por que tudo está rodando? Essa dor de cabeça? Tudo ficando escuro... nossa que cerveja boa! Posso beber o quanto eu quiser, o ruim é ter que entrar nessa fila para o banheiro. 




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